Como escolher meu curso universitário?

[Imagem: Adssuck Blogspot]

É sem dúvidas um das maiores dúvidas dos estudantes á um passo do ensino universitário. Mas pode não ser tão complicado.

Quando terminei o médio me deparei com o mesmo aperto de estomago que qualquer adolescente sente ao ter de, pela primeira vez, tomar uma decisão sobre seu futuro. Numa infinitude (excusam-se exageros) de opções minha fronteira de possibilidades era formada quer pelo extenso conjunto de ciências sociais – nas quais me formei – como também pelas minhas aptidões adqueridas no decurso da formação pré-universitária. Mas como escolher?

Como um verdadeiro Ikunumista, deveria analisar cada uma das seguintes questões, seguindo á Análise de SWOT:

1- S(Strenght / Força): Ter em conta todos meus pontos fortes ou de destaque quer ao longo do curso nos resultados e médias (endógeno);  quer  nas capacidades adqueridas durante o mesmo periodo (exógeno).

2- W(Weakness / Fraqueza): Contrariando a anterior, fazer um check-up das minhas debilidades e custos que possivelmente possam advir de tais escolhas futuramente.

3- O(Oportunidade): Diferindo das demais, aqui devo incluir não somente os benefícios visíveis em resultado das minhas escolhas (tendo em conta a variável Força) como também elaborar um estudo (profundo ou não) de mercado e qual o diferencial quantitativo-quantitativo de oportunidades que me aguarda dada a escolha feita.

4- T(Threat/Ameaças): Focando-me com maior atenção á variável W (fraqueza), não me devo esquecer das ameaças existentes á seleção do curso universitário. O que me vai impedir do sucesso universitário no ramo x? Que barreiras á entrada mercantil existem para um licenciado em y? E as questões continuam. No entanto, a questão primordial devera ser “me conseguirei munir contra as possíveis ameaças?”.

Se visualizarmos um mundo puramente económico, todos elementos da análise podem facilmente ser convertidos em variáveis. E daí formar-se modelo. É só pesar as minhas capacidades, debilidades, oportunidades e as ameaças á minha escolha que encontro a resposta.

Em síntese, até o momento teremos,

CURSO X = S + W + O + T (1)

Dada a grandeza de cada elemento da Equação chegamos mais proximo da solução. Voilá!

Mas será que o modelo limita-se ás minhas aptidões científicas? Lógico que não. Como todo modelo [aberto] existem sempre variáveis exógenas. Quer por deslocação forçada; quer por gostos alimentados pelo tempo; quer impossibilidades de acesso á minha escolha – por em escassez de instituições, por exemplo – etc.  que acabam por desviar-se de todo do previsto no modelo. (OBS: Dificuldades financeiras, ao contrário de deslocação forçada ou mudança de gostos nada tem haver com a variável z, tratando-se de ameaça – previsível – ao contrário do resto).

Tendo tais circunstâncias em mente sou forçado a trazer um variável extra: z (em economia é a mais utilizada) para definir situações diversas ao modelo.

Com um modelo ligeiramente mais gordo, concluímos então:

CURSO X = S + W + O + T + z (2)

Elaborada a equação, sem dúvidas a solução para o estudante de colégio, tornar-se-á mais fácil.

É deveras imperativo dizer-se que, curiosamente, o modelo segue em maior parte dos casos uma forma hierarquica de acordo com a sua sequência nas tomadas de decisões (“concentre-se nos pontos fortes, reconheça fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças” – SUN TZU, 500 a.C.); sendo, portanto a variável z que tem um impacto e importância ámbigua no modelo dada sua imprevisibilidade (é o que, no modelo Ikunumista difere de z).

Embora tenha criado um belo vínculo entre a ferramenta de análise de cenário e uma simples (talvez não) tomada de decisão, emprestado as técnicas de Kenneth Andrews e Roland Christensen (sendo, no entanto, as mesmas atribuídas á pioneiros do saber anteriores ou á Albert Humphrey) para com base nas mesmas elaborar um modelo básico e puramente ikunumico; não posso enaltecer-me e dizer que tenha feito tal análise.

Apesar do destaque de resultado e da capacidade de compreensão, a razão imperial á escolha do “CURSO X” (Economia) foi o gosto alimentado por comentário de outrêns e o interesse nutrido disso. Ou seja, movi-me por z.

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